Stepa: a escolha obrigatória para as equipas grandes

Tem apenas 18 anos e ficou a 19 pontos de se qualificar para a FPL. Simão Stepanov, português com raízes russas, é o AWPer (que também já jogou e joga como rifler, diga-se) conhecido por “Stepa” no servidor e que, no ano passado, levantou a taça da primeira temporada de OMEN Retake ao lado dos GTZ Bulls, com quem derrotou os Baecon por 2-0 na grande final.

Há jovens jogadores que prometem trazer frutos para o cenário nacional, como é caso de João “story” Vieira, Diogo “Icarus” Cruz ou até os mais reconhecidos Francisco “kst” Fragoso e Filipe “NOPEEJ” Dias, e esta crónica não pretende aclamar “Stepa” como a promessa maior. Mas é um exemplo perfeito.

Na realidade, esta observação parte essencialmente de dois fatores: primeiro, destes exemplos, “Stepa” é o único jogador à procura de equipa, dado que “story” e “Icarus” ingressaram recentemente nos FTW e “kst” e “NOPEEJ” estão em duas reconhecidas organizações; depois, a campanha do jovem na mais recente temporada de FPL-C tem de servir como prova para a sua qualidade individual, ele que, a nível coletivo, já a demonstrou noutras ocasiões.

Na FPL-C não se joga com premades, o que só por si significa que os jogadores têm de dar o litro em comunhão para, eventualmente, conseguirem chegar às posições cimeiras da tabela, sendo que apenas os dois primeiros classificados têm oportunidade de ir até à FPL. E não é por esta ser a “segunda divisão” da FPL que há adversários menos desafiantes: ao longo desta temporada, “Stepa” teve de jogar com e contra nomes como o sueco “aybeN”, dos Tikitakan, o polaco “Hades”, dos Wisla Krakow, ou o experiente dinamarquês “RandomRambo”.

“Stepa” não faz muitas publicações nas redes sociais, mas em meados de fevereiro partilhou o link da sua stream, com a descrição “FPL-C Grind”. E que grind. Antes disso, em outubro de 2020, foi anunciado que ele iria passar a atuar como sexto jogador dos GTZ Bulls por não conseguir conciliar horários da escola, mas não foi isso que o impediu de ter vontade de “continuar a jogar e a crescer como AWP”, nas palavras do próprio.

Sabem quem é que também não quis assinar um contrato profissional enquanto não terminava o 12º ano? O prodígio francês Zywoo. E sabem quem é que está à procura de uma nova oportunidade? O português de 18 anos que ficou a 19 pontos de se qualificar para a FPL.

No ano passado, falávamos por aqui sobre a importância de apostar nos mais novos. Basta olharmos para os Gambit, que venceram a IEM Katowice há poucos dias, para percebermos a importância disso. Podemos também olhar para os mousesports e as apostas em nomes como “frozen” ou “ropz”, ou até para os Heroic e os Spirit com “stavn” e “magixx”, respetivamente.

Sabem o que é que estas quatro equipas supracitadas têm em comum? Uma média de idades que não ultrapassa os 22 anos. E sabem a média de idades das portuguesas OFFSET e SAW? 25 e 27.5, respetivamente.

siga: