O CS nacional carece de sangue novo

Terminou este fim de semana a sexta temporada de Master League Portugal, competição que serve de porta-estandarte para o talento de CS que pompeia a cena do nosso país. E é este mesmo torneio que me faz voltar a pensar numa questão que persisto em trazer à tona quando falo do panorama nacional: por que razão não apostamos nos mais novos?

Lembro-me do primeiro torneio de CS em que participei. Foi uma competição organizada na escola, andava eu no 9º ano. Um colega mais velho, com quem viria a formar uma equipa mais tarde, perguntou-me se eu jogava. Na minha inocência, respondi que sim. Só mesmo no servidor é que me inteirei de um pormenor muito importante: eu não sabia jogar CS. Sabia disparar num servidor público, mas não sabia fazê-lo em contexto competitivo. Não estava preparado para comunicar, ouvir e reagir num formato sério de cinco-para-cinco.

Com o constante apoio dele e de outros teammates, fui aprendendo a ciência por trás deste desporto eletrónico, e importante será dizer que datava o ano de 2007. Hoje, sinto que a aprendizagem de CS competitivo é mais acessível, até mesmo sem a ajuda de conhecidos. Olhemos, por exemplo, para uma plataforma como FACEIT, onde é possível ingressar numa aventura cujo limite é a FPL-C e, consequentemente, a FPL. Mas mesmo jogando no mais alto escalão dessa plataforma, continua a ser necessário aprender constantemente. E esse contexto mais sério, quem sabe profissional, permite que a progressão de um jovem jogador seja estimulada.

Um dos maiores exemplos desta escola online é “Robin ropz Kool”. Pouco tempo depois de começar a jogar, o estoniano chamou a atenção na FPL, o que o levaria a assinar contrato com os mousesports. E é aqui que devemos falar sobre um pormenor de grande relevo: ropz tinha apenas 17 anos quando entrou neste lineup que compete no mais exigente cenário internacional. Teria ropz tudo o que é preciso para jogar em tier 1? Ou terão os mousesports observado o talento do estoniano para, daí, formar o jogador de modo a que se tornasse num dos melhores do mundo?

Curiosamente, os mousesports não se ficaram por aqui. Em março do ano passado, asseguraram os serviços de outro jovem talento que andava a dar cartas pelo cenário eslovaco: “David frozen Čerňanský” entrou para essa mesma organização com apenas 16 anos. E como estes dois exemplos do clube alemão, nos últimos tempos temos visto mais apostas em jovens promessas. Podemos destacar broky, que começou a competir com os FaZe com 17 anos; Bymas, que com 16 anos se aventurou pelos FaZe e, entretanto, foi para os mousesports; meyern, que jogou nos MIBR com 17; ou até stavn, que aos 16 entrou nos Heroic.

Com 18 anos, os jogadores mais novos desta temporada de Master League Portugal foram kst e NOPEEj – o segundo fez 19 no fim de semana da fase final. Tanto Francisco Fragoso como Filipe Dias, ambos finalistas da competição, prometem qualidade para os próximos tempos no panorama nacional, e o primeiro, que levantou a taça com os Baecon, foi inclusivamente considerado o MVP da fase regular da MLP.

Por estes e outros motivos, e tendo certeza de que há muito talento escondido no país, volto a perguntar: por que razão não apostamos nos mais novos? Por que razão as grandes equipas portuguesas têm sido compostas, na maior parte dos casos, por caras que já tanto conhecemos?

Acredito piamente que temos outros jovens, quem sabe até mais novos, desejosos por seguir as mesmas pisadas. Um ropz, um frozen, um stavn português pronto para ser moldado e, quem sabe, preparado para levar o panorama ainda mais longe. No final de contas, assim como organizações como mousesports ou FaZe têm acreditado, também nós precisamos de apostar no potencial do sangue mais novo.

Um estranho caso chamado MIBR


Vivem-se tempos estranhos no panorama de CS:GO e, para já, deixamos de lado questões como o mui falado coach bug. Foquemo-nos na mais conhecida e aclamada equipa brasileira, os MIBR – ou será melhor dizer ex-MIBR? Para contextualizar os mais distraídos, resumir esta história atribulada é simples: tudo começa com a organização a remover fer, TACO e o Manager dead, passa por kNg a afirmar que não concorda com a decisão, e acaba com FalleN a sair do clube por vontade própria, rejeitando também a escolha dos seus patrões.

Para todos os efeitos, kNg e a mais recente contratação do clube, trk, permanecem no plantel. Depois de uma temporada no continente europeu, de onde participaram em competições como ESL One Cologne, ambos os jogadores retornaram ao Brasil para um período que será de reflexão. Mas independentemente do que estará para vir, é preciso olhar para esta aventura da equipa brasileira debaixo da tag MIBR como um fracasso.

Desde a heroica aventura dos KaBuM! até aos dois Majors conquistados em 2016, FalleN sempre habituou os fãs brasileiros e o público internacional a grandes glórias com as suas tropas. Os últimos tempos, no entanto, representaram o oposto. As expectativas que se criaram com o renascimento da marca MIBR foram grandes, mas desde cedo foram marcadas por tribulações, como é caso das ineficazes e infrutíferas alterações no roster. Mais preocupante ainda, nos últimos tempos vimos a equipa perder contra adversários fora do top 30 do ranking da HLTV, como é caso de Copenhagen Flames, Galaxy Racer ou PACT.

Como notou o jornalista brasileiro Roque Marques, numa peça para a Globo Esporte, os dedos não podem ser todos apontados em direção dos jogadores. Também o treinador dos Sharks, coachi, referiu que é importante que aconteça uma mudança de mentalidades com vista a que os CEOs das organizações não deixem a responsabilidade de novas contratações nas mãos dos jogadores. No entanto, tendo isto em conta e olhando para a reação dos jogadores após as mais recentes mudanças nos MIBR, parece claro que essa mutação ainda não é de tão fácil digestão quanto deveria ser.

É claro que falamos de fora, sem compreensão total do contexto que se vive dentro da organização MIBR. E até há poucos dias, do clube detido pela IGC houve apenas silêncio acerca do futuro – um silêncio ensurdecedor até. É por isso que a recente mensagem deixada pelo CEO Ari Segal deixou a desejar: apesar de afirmar que os MIBR pretendem remodelar o projeto, não tocou em questões como o futuro de jogadores como FalleN.

Já nas redes sociais, os fãs têm falado muito sobre uma eventual “last dance” dos brasileiros ao lado de coldzera e fnx, à imagem de Michael Jordan nos Chicago Bulls. Mas verdade seja dita: CS não é basquetebol e correr o risco de assinar um projeto cujos protagonistas têm dançado de forma descoordenada e desastrosa talvez não seja a melhor aposta para uma organização de esports.

Não é hipérbole: sAw são a melhor equipa portuguesa de sempre


Sem fazer uma pesquisa e recorrendo apenas ao coração, diria que a última vez que uma equipa portuguesa nos encheu de tanto orgulho quanto os sAw foi há 10 anos. Por essa altura, nem os esports, nem tão pouco o CS, tinham a dimensão que têm hoje, mas havia já uma comunidade muito fiel e sempre disposta a apoiar nomes como fox, coachi ou k1ck nas competições internacionais. Agora, os sAw têm mostrado que não precisamos de viver de glórias do passado.

Foi um choque para muitos, senão para a maioridade dos fãs, quando chegou a notícia de que fox se iria afastar daqueles que são, a par do veterano, os melhores e mais experientes jogadores de CS em Portugal. rmn e mutt, eles que têm um passado bem sólido nesta modalidade, já jogaram sem Ricardo Pacheco, mas pairava no ar a sensação de que a luta pelos diferentes pódios europeus seria feita em conjunto. E por muito que custe a afirmar, esta parece ter sido uma aposta certeira.

O line-up atual dos sAw dispensa apresentações, especialmente no que diz respeito à armada portuguesa que o representa, nomeadamente JUST e stadodo ao lado dos já referidos rmn e mutt. Arki é o espanhol que completa a equipa, ele que recentemente foi protagonista de um momento caricato, pedindo calma aos seus companheiros, que estavam exaltados depois de uma situação 3v3 perdida. Deste lado, foi esse mesmo momento que comprovou como há ainda, certamente, muito espaço para progressão dentro dos sAw.

Mas nada disso nos impede de os referirmos como a melhor equipa portuguesa de sempre. Apesar de os últimos resultados serem online, não há como não compreender o trabalho excecional dos sAw: nos últimos tempos, venceram mapas e séries a equipas como Vitality, Heretics e Movistar Riders. Há momentos menos positivos, claro: na competição Nine to Five, vencemos apenas dois jogos num total de cinco, sendo que as derrotas foram contra equipas fora do top 30 da HLTV.

E o top 30, esse, deve ser, pelo menos a curto-prazo, o grande objetivo dos sAw. Ainda assim, todos os portugueses – da nova à velha escola – querem mais. Dos círculos mais íntimos aos comentários nas redes sociais, está tudo a pensar no mesmo: ver uma equipa portuguesa a debater-se nas melhores competições do circuito internacional.

Mais recentemente, os sAw encheram-nos de orgulho ao vencer os dinamarqueses Tricked na grande final da 34ª temporada da ESEA Advanced. Entrámos na série com uma desvantagem de 1-0 e acabámos a vencer por 3-1. Também por isso, afirmamos: com esforço e dedicação, podemos perfeitamente levar a bandeira nacional até um Major. E se dúvidas houver, talvez recordar o golo do Éder em 2016 acabe com essas.

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ESL Portugal Cup #21

Amanhã vamos estar presentes em mais uma ESL CUP Portugal.

Acompanhem tudo a partir das 14:00 em:

ESL ou www.twitch.tv/esl_csgo_pt

Contamos com o vosso apoio!

 

Torneio Gárgula Gaming

A nossa equipa PRO esteve hoje presenta na LAN House da Gárgula Gaming. Perdemos 16-13 contra a equipa dos FTW.EVO, na meia final. Obrigado pelo apoio incrível de todos!

Lançamento do Torneio The Agency Blue

The Agency apresenta o seu primeiro torneio de Counter-strike Global Offensive que se realizará nos próximos dias 6 e 7 de Outubro para se dar a conhecer à comunidade.

Teremos uma entrada inicial de 16 equipas, que serão divididas aleatoriamente por 4 grupos de 4 participantes cada.

 Agradecemos que leiam atentamente todas as regras e informações cedidas pela organização deste evento desportivo no seguinte link.

REGULAMENTO

Torneio 5v5 CSGO

Fase de grupos – bo1

16 Equipas

4 Grupos

1º e 2º Apurados

Fase a Eliminar – bo3

Quartos

Meias

Final

Prizepool

1º – 5 Tapetes Zowie personalizados pela Agency

2º – 5 Bungees